A. Muhlenberg - Agora é na Base do Amor.
Gostei de saber dos números do Love nas suas estreias, o cara não sente a pressão e costuma deixar o seu golzinho nas redes adversárias. Bom pra ele e melhor pra nós. Em 2010 Love estreou com o Manto contra o Bangu e marcou logo dois. A diferença é que o Flamengo x Bangu de 2010 não valia nada e o jogo de hoje em Macaé vale muito. É uma decisão e ao Flamengo nada menos que a vitória terá serventia.
Apesar de não ter levantado nenhuma taça em sua breve primeira passagem pelo Fuderoso Doutrinador da Gávea Vagner Love deixou boa impressão e muita saudade na torcida. Jogou com raça e inequívoco amor ao Manto. O time não era ruim, mas a zona fora das 4 linhas acabou comprometendo o desempenho e frustrando as altas expectativas geradas pela conquista do Hexa e pela volta à Libertadores pela porta da frente. Era um bocado de responsabilidade e se algumas das nossas estrelas à época não seguraram o rojão o mesmo não se pode dizer de Love. Artilheiro e sempre dedicado, Love cumpriu seu papel.
Agora ele está de volta, em um time muito mais pressionado e com a torcida muito menos paciente. Pelo retrospecto da sua carreira nada indica que Vagner Love não vá segurar a onda. Seu entusiasmo e sua alegria por jogar no time do coração são indisfarçáveis.
Tomara que essa vibe positiva contagie nosso time, há muito tempo tomado por inexplicável e revoltante apatia. Quem sabe a empolgação de quem parece entender todo o significado de vestir aquele pano vermelho e preto se espalhe entre nossos come-e-dorme e eles consigam corresponder em campo à grande honraria que o destino lhes colocou nas mãos.
Pra frente, Flamengo. Pra frente, Love.
Mengão Sempre


