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A. Muhlenberg - O Flamengo Mora no Mundo

Com mil cacetas. O Flamengo perdeu. Pior, o Flamengo perdeu mais uma. E se o Diogo não se recuperar até domingo Val Baiano vai começar jogando contra o Santos. Pet tá morto, Léo Moura tá morto, Renato Saci tá morto. E confesso que eu mesmo não estou me sentindo muito bem.

Só quis demonstrar com o macabro paragrafo acima que as más notícias não tem hora para acabar. Portanto, se você é um dos que estão putinhos porque o nosso Flamengão Mauzão Destruidor de Ilusões vem mantendo a impressionante regularidade de perder uma posição na tabela por rodada, tenha calma antes da próxima síncope cardíaca. As coisas podem ficar ainda pior e não vale a pena acionar o plano de saúde por merreca de palpitação ou falta de ar.

Porque se não faltava mais nada nesse caldeirão que borbulha sob o fogo alto que arde nas internas da Gávea vai entrar mais uma asinha de morcego pra dar sabor. O Flamengo depois desse domingo vai sair por aí, mambembando pelos estádios do Brasil. O Maraca, a nossa casa, adquirida moralmente pelo princípio do utis possidetis, vai fechar, pela Na vez nos últimos 20 anos, para reformas.

Mesmo adorando nosso cafofo master não tô nem aí pra preservação arquitetônica do Maracanã. Por mim podiam cortar a dispendiosa palhaçadinha e fazer como em Wembley, derrubar o troço todo e construir um estádio decente onde o sol não batesse na cara da torcida do Mengão até o fim do primeiro tempo. Mas se tivéssemos um estádio moderno como que a turma do cascalho ia mandar os filhos estudar em San Diego sem as reformas imprescindíveis do Maior do Mundo?

O que nos interessa é que o Mengão vai ficar pelos próximos 3 anos na pista, jogando um dia aqui e outro ali. Mais molambo impossível. Tenho absoluta certeza no chute que vou dar agora: vai haver um enorme prejuízo técnico pra nós, que jogamos com a torcida. Quer dizer, um enorme prejuízo técnico pra eles, os jogadores, que jogam com a gente. Tá vendo como é fácil confundir o time do Flamengo com a torcida do Flamengo?

Então a parada é a seguinte: quem puder tem que formar domingo no Maraca, pra se despedir do monstro de concreto e pra dar moral pro nosso pessoal que vão encarar o time mais ui-ui-ui do campeonato. É aquele papo, o Santos isso, o Santos aquilo e o Santos picolé-de-asa. Não tem essa, não, amigo. É clássico, mané.

E clássico é clássico e vasco-versa. Lá dentro do Maraca a parada é outra e o Manto se sobressai naturalmente sobre o branco da camisa dos caras. Se os nossos maluquinhos conseguirem suar de verdade a parada fica esquisita pro peixe e começa clarear pra gente. Mas tem que correr, tem que colocar o coração no jogo e usar a cabeça. Que não foi feita só pra usar moicano e trancinha.

Depois de domingo a maior parte da torcida que acompanha o Flamengo no Rio vai ter que deixar o serviço na mão dos amigos que moram em outras quebradas. O galerão que fecha com o certo e que a gente vê sempre pela televisão, dando show na arquibancada em qualquer estádio de qualquer estado do país. Maluco, a torcida do Flamengo me excita! Me orgulho demais de formar com ela em todas as jurisdições.

E é só nela que eu deposito toda a minha confiança de que esse rolê de 3 anos que vamos dar pelo Brasil vai ser um dos momentos mais memoráveis da história do Clube de Regatas do Flamengo. Gosto de tirar minha onda e dizer que aonde o Flamengo for eu vou também. Mas a real é que onde o Flamengo for eu vou me sentir representado pelos guerreiros que fecham com o certo e que vão carregar o Fuderosão nas costas até o Maraca voltar. Muito obrigado por esse serviço.

Mengão Sempre

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